IONCM promove ação gratuita sobre prevenção ao câncer de intestino no Março Azul

No dia 9 de março, das 18h30 às 21h, o Instituto de Oncologia Ciências Médicas (IONCM), localizado no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte, realizará o minissimpósio “Março Azul: Prevenção do Câncer de Intestino”. O evento acontecerá no anfiteatro do instituto, e o ingresso gratuito está disponível na Sympla. A iniciativa faz parte da campanha nacional Março Azul, mês de conscientização da população sobre o câncer colorretal (intestino), o terceiro tumor que mais mata no Brasil, atrás apenas dos cânceres de mama e de próstata, reforçando a importância do diagnóstico e do tratamento precoce.

 

O evento contará com três palestras: “Colonoscopia: quem, quando, como, onde e por que”, ministrada pelo coordenador do serviço de Endoscopia do IONCM e do Hospital Universitário Ciências Médicas (HUCM), Dr. Felipe Alves Retes; “Achados na Colonoscopia: o que fazer com os pólipos?”, com o coordenador da equipe de Coloproctologia do IONCM/HUCM, Dr. Fábio Gontijo Rodrigues; e “Câncer Colorretal: prognóstico, tratamento e o papel do time multidisciplinar”, ministrada pela oncologista do IONCM Dra. Gabriela Freitas Chaves.

 

A programação inclui ainda um debate com o reitor da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais, Prof. José Celso Guerra; o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), Dr. Paulo Fernando Souto Bittencourt; o presidente da Sociedade Mineira de Coloproctologia, Dr. Hélio Antônio Silva; e a coordenadora da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dra. Carolina Martins Vieira.

 

Câncer colorretal: estatísticas, prevenção e diagnóstico

 

Segundo dados atualizados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa para este ano é de 53.810 novos casos de câncer de intestino no Brasil, sendo 27.540 em mulheres e 26.270 em homens. Também de acordo com o INCA, são esperados mais de 6 mil novos casos em Minas Gerais.

 

O coordenador da equipe de Coloproctologia do IONCM/HUCM, Dr. Fábio Gontijo Rodrigues, alerta para o preconceito em torno da doença, que ainda atrapalha o diagnóstico precoce: “Sim, o constrangimento em falar sobre sintomas intestinais, a resistência em procurar o coloproctologista e em realizar a colonoscopia ainda retardam o diagnóstico. No estágio inicial, a sobrevida em cinco anos ultrapassa 90%. Já no estágio IV, ela gira em torno de 15% a 20%”, detalha o especialista.

 

Embora o rastreamento inicial para o câncer de intestino seja recomendado a partir dos 45 anos para a população geral, o crescimento de casos em jovens já é uma realidade no país. “Observa-se um aumento progressivo em indivíduos abaixo de 50 anos. Possíveis fatores incluem dieta ultraprocessada, obesidade, sedentarismo, alterações do microbioma e fatores ambientais”, explica Dr. Fábio. Segundo o INCA, até o ano de 2030, a probabilidade de óbito prematuro causado por essa enfermidade entre pessoas de 30 a 69 anos pode aumentar em até 10%.

 

Por ser uma doença com fases iniciais silenciosas, sem a presença de sintomas ou sinais específicos, a prevenção é o melhor caminho para um diagnóstico eficaz. A ida periódica ao médico e a realização de exames como a colonoscopia — responsável por avaliar o intestino grosso e a porção final do intestino delgado — e o exame de sangue oculto nas fezes (FOBT), que detecta pequenas quantidades de sangue não visíveis a olho nu, são essenciais. Principalmente se o paciente apresentar alguns dos seguintes sinais de alerta: “sangramento nas fezes, anemia inexplicada, mudança persistente do hábito intestinal, perda de peso sem causa aparente e dor abdominal persistente”, enumera o especialista.

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